Moral canina
As virtudes e os defeitos humanos representados pelos cães
FIDELIDADE
O amor incondicional de um cachorro pelo dono já era tema da Odisséia, escrita pelo grego Homero no século VIII a.C.: Argos, o cão do herói Ulisses, é o primeiro a reconhecê-lo depois de vinte anos de ausência. Ao vê-lo, ele abana o rabo de alegria – e morre em seguida
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VAGABUNDAGEM
Cães vadios sempre foram associados à gaiatice e à auto-suficiência. Não faltam representações românticas disso, como o desenho A Dama e o Vagabundo. A metáfora está na origem da expressão “cinismo” (do grego kinos, ou cão). Na Grécia antiga, os filósofos da escola do mesmo nome pregavam uma vida despojada à maneira desses bichos
HEROÍSMO
Os cães são um símbolo de bravura. Merecidamente, diga-se: eles auxiliam bombeiros em resgates, dão apoio à polícia e atuam em frentes de batalha, como ocorreu nas duas guerras mundiais. São, ainda, cobaias – caso da cadela russa Laika, lançada ao espaço em 1957, numa viagem sem volta. Na ficção, essa marca foi consagrada por personagens como Lassie e Rin Tin Tin
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AFETIVIDADE
O amor do cão por sua prole faz dele um animal “família”. Poucas cenas traduzem de forma tão eloqüente os laços entre pais e filhos quanto a de uma cadela amamentando seus filhotes. Essa alegoria foi fartamente explorada na literatura e no cinema – o filme 101 Dálmatas é um exemplo
AGRESSIVIDADE
A ferocidade é um traço negativo. Não à toa, na mitologia grega as portas do Inferno são guardadas por Cérbero, um cão de três cabeças. Esse lado do comportamento canino é identificado com a maldade – é o que se transmite, por exemplo, na imagem de um pit bull espumando de raiva













